Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011

Alucinada

Alucinada

 

A alucinada andava a vaguear pelas ruelas, perdida, queria espancar alguém, e arrancar-lhe os olhos. Estava ansiosa por fazê-lo. A alucinada vestia umas roupas pretas, calças justas rasgadas, uma tshirt comprida justa também rasgada e umas botas de biqueira de aço, tinha piercings no nariz, na boca, na língua e nas orelhas.

No primeiro prédio que viu rebentou a primeira porta que lhe apareceu à frente, com uma marreta que trazia na mão, deixou-se cair e rastejou pela casa até um quarto, quando chega ao quarto levanta-se quando ouve um barulho de alguém a caminhar pela casa, alguém já mais velho e vinha procurando ver o que se estava a passar e não queria descansar enquanto não encontrasse quem lhe tinha fodido a porta, mas a alucinada estava escondida no quarto atrás da porta ela viu-o a caminhar e ouviu o ranger da porta a abrir-se, quando ele entra e fecha a porta a alucinada dá-lhe com uma marreta pela cabeça abaixo.

Com umas grandes olheiras e olhos raiados de sangue, o cabelo todo desgrenhado, todo seboso, tentou analisar pormenorizadamente a casa, mas aquele ar louco e compenetrado naquela ideia macabra pouco a deixava analisar.

O sol raiava com uma força que fazia ferver os caixilhos das janelas, os sofás, a cama, eles transpiravam até se notarem as camisolas todas molhadas.    

Havia muitas garrafas de cerveja pela casa, em cima das mesas, no chão, na cozinha, no quarto, em todo o lado.

Dentro daquela casa onde reinava o terror, a violência imposta por aquela alucinada possuída por uma raiva, e por uma onda macabra, e naquele quarto para além dela já não existiam quaisquer sinais vitais dele, tamanha a violenta pancada provocada pela marreta de ferro na cabeça, mesmo no meio da cabeça.

A alucinada pendurou o homem na porta, pregou um prego na porta e deixou lá o corpo a balançar, arrancou-lhe os olhos, deixou um olho em cada mão e fechou-as com fita adesiva. E por todos os espaços vazios na porta, nas paredes, escrito com sangue e tinta vermelha, eu matei o cabrão do velho com uma marretada.

Gargalhadas. Quem matou o velho? Repete. Quem matou o filha da puta do velho? Repete. Mais gargalhadas. Houvem-se portas a ranger, pregos a pregarem. Muitas gargalhadas, repetem-se a frases. Por fim houve-se uma voz a dizer fui eu, fui eu que o matei, fui eu que matei o cabrão do velho. Muitas gargalhadas.

 

Escrito Por: Pedro Marques Baresi88

publicado por provoca-me às 12:48
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