Domingo, 13 de Novembro de 2011

Loucura demente

Loucura demente

 

 

Inacreditável esta merda, e o quão horrendo e macabro foi. Não há palavras para descrever tal situação. Até me sinto atrapalhado só de me lembrar, e de pensar nisso.

À algum tempo, sei que foi em Dezembro, mas não me recordo precisamente do ano, penso que foi em 2008, ou 2009, observei o que parecia um autêntico filme de terror, mas na vida real.

Um homem matou o casal vizinho com uma faca de cozinha, depois de os ter convidado a ir lá a casa conversar um pouco. Ele foi preparar um chá e pediu para se aproximarem para cheirar, e quando se aproximaram tira a faca no bolso que ali a tinha colocado previamente e dá-lhes um golpe no pescoço. Depois posou a faca na mesa da cozinha que se encontrava precisamente ao meio daquele espaço não muito largo, nem muito comprido, e absolutamente sombrio.

Os seus olhos compenetrados e esbugalhados, com umas olheiras enormes, as suas mãos tremiam de tantos nervos que tinha dentro de si.

 

Reinava o silêncio absoluto naquela casa, à excepção do barulho da nossa respiração. As suas mãos estavam ensanguentadas.

 

Refugiou-se na sala, e ficou por lá a vaguear inquieto e desesperado e com a cara em pânico. Para além dele e de mim, dentro de casa encontravam-se as duas pessoas mortas, o respectivo casal. Os estores estavam abertos, os cortinados também estavam abertos, na rua o silêncio também era absoluto por onde passavam as pessoas, e os carros. O céu estava escuro e carregado.      

 

Viam-se os trabalhadores que já tinham saído dos seus trabalhos a correr para os seus carros, ou para as suas casas, os miúdos no largo ao fundo da rua continuavam a brincar enquanto o céu ameaçava uma grande e forte chuvada.

Dentro de casa o homem punha as mãos à cabeça, depois de se ter apercebido de ter feito uma grande chacina, de ter cometido um grande atentado, de ter criado o horror e de ter cometido um grande erro. Começou a caminhar pelos cantos da sala durante alguns minutos, inquieto, por fim ajoelhou-se algumas vezes e punha às mãos à cabeça a chorar e a berrar – o que é que eu fui fazer? O que é que vai ser de mim agora? Ainda passou mais algum tempo arrastando a sua agonia, o seu pânico, até que por fim vai à cozinha pega na faca e faz o mesmo que fez ao casal e acaba com a sua própria vida.      

 

Reinava o silêncio absoluto naquela casa, à excepção do barulho da nossa respiração. As suas mãos estavam ensanguentadas.

 

 

Pedro Marques Baresi88

publicado por provoca-me às 12:56
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